Especial Fábrica de Natal
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quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Tomar água ajuda a controlar o apetite, mostra pesquisa


Será que a batalha que a sociedade trava há um longo tempo com a “barriguinha indesejável” finalmente chegou ao fim? E a solução para este problema parece ser um agente controlador de apetite que não requer prescrição médica, não tem efeito colateral e custa muito pouco. Cientistas que participavam do 240º Encontro Nacional da Sociedade Química Americana divulgaram o resultado de um novo ensaio clínico confirmando que apenas oito copos por dia do “elixir”, preferencialmente antes das refeições, possibilita a perda de peso. E esse “elixir” do emagrecimento nada mais é do que a água comum.

Os estudos comprovaram que o aumento do consumo de água é uma eficiente estratégia para a perda de peso. Segundo Brenda Davy, Ph.D e responsável pela pesquisa, estudos anteriores comprovaram que pessoas na meia idade e idosos que tomaram dois copos de água logo antes de uma refeição comeram entre 75 e 90 calorias a menos nessa mesma refeição. No recente estudo que durou 12 semanas, as pessoas que beberam água antes das refeições, três vezes ao dia, perderam algo em torno de 2 kg a mais do que as que não aumentaram o consumo de água no mesmo período.

“As pessoas devem beber mais água e menos bebidas com alto teor calórico. Esta é uma maneira simples de controlar o peso”, disse Brenda Davy.

Brenda salientou ainda que há muito tempo as pessoas já vem percebendo que a água pode ajudar na perda de peso. O que muda é que agora há uma informação científica que comprove isso. Estudos anteriores insinuavam que beber água antes das refeições poderia reduzir o consumo de calorias. Faltava até o momento, no entanto, a “prova” concreta que surgiu após um ensaio clínico e controlado que comprovou que a perda de peso entre aqueles que beberam água antes das refeições foi realmente maior do que aqueles que não beberam.

O estudo incluiu 48 adultos entre 55 e 75 anos que foram divididos em dois grupos. Um grupo tomou dois copos de água antes das refeições e o outro não tomou. Para todos os indivíduos foram servidas refeições de baixa caloria. Durante as 12 semanas, os que beberam água perderam 7 kg enquanto que aqueles que não beberam perderam cerca de 5 kg.

Brenda disse que a água pode ser tão eficaz simplesmente por encher o estômago de algo que não tem caloria. As pessoas se sentem satisfeitas e acabam ingerindo menos calorias durante as refeições. O aumento do consumo de água também pode ajudar as pessoas a perderem peso se elas passarem a beber água no lugar de outras bebidas que contêm calorias, por exemplo.

Outras bebidas que contenham adoçantes também podem ajudar na diminuição da ingestão de calorias e perda de peso, disse Brenda. No entanto, ela aconselha a não ingerir bebidas adoçadas com açúcar e xarope de milho rico em frutose uma vez que são muito calóricos. Uma lata de refrigerante, por exemplo, contém cerca de 10 colheres de açúcar.

Brenda salientou que ninguém ainda sabe ao certo qual a quantidade ideal que uma pessoa deve beber de água por dia. O Instituto de Medicina – que aconselha o Governo Federal Norte-Americano sobre ciência, diz que as pessoas saudáveis podem simplesmente deixar a sede servir como guia. Ele não determina exatamente qual a quantidade ideal de água, mas estabelece como recomendação em geral que as mulheres devem tomar cerca de 9 copos de líquido por dia (tanto faz a bebida, incluindo água) e os homens cerca de 13 copos por dia.

E é possível também beber água demais, uma situação que pode levar a uma condição rara, porém, séria – intoxicação por água.

O Instituto de Saúde Pública e Pesquisa com Água, organização educacional e sem fins lucrativos cuja missão é melhorar a saúde pública através do consumo de água potável, financiou este estudo. A Sociedade Americana de Química é uma organização sem fins lucrativos e que possui 161 mil membros. A ACS é a maior sociedade científica do mundo e líder global no fornecimento de resultados de ensaios químicos para jornais, revistas científicas e outras publicações.


A mola e a música


Professor de física conta experiência que usa instrumentos musicais e um brinquedo para ensinar acústica aos alunos. O resultado? Uma sala de aula repleta de violões, violinos, guitarras e – também – molas malucas.


Tente perguntar em sua sala de aula: "Quem aqui gosta de música? Quem aqui toca um instrumento?". Talvez você se surpreenda com a réplica: pode ser que muito mais alunos do que se presumia respondam positivamente.

Foi essa surpresa que Wilson Krummenauer, professor de física do Colégio Luterano Arthur Konrath (Estância Velha, RS), teve quando abordou seus alunos. De uma turma de 35, boa parte tinha, ao menos, alguma noção musical e sabia distinguir um som grave de outro agudo.


"Acredito na teoria da aprendizagem significativa, que preconiza trabalhar em sala de aula com aquilo que o aluno já sabe. O professor tem a obrigação de averiguar o conhecimento prévio do estudante e construir, a partir desse conhecimento, uma proposta de trabalho", diz Wilson, que se formou na Faculdade da Serra Gaúcha (FSG) e tem mestrado em ensino de física pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).E, afinal, qual seria a validade para um professor de física que um estudante saiba fazer esse tipo de distinção? Resposta: uma aula sobre acústica mais interessante.


A aula

Com a ideia de aproveitar o que os alunos já sabiam fazer, Wilson usou diversos instrumentos na escola. A propósito: o educador não sabe tocar instrumento algum. "Até aprendi com os alunos", conta.


Assim, com música, ensinaram-se vários conceitos de acústica, como a propagação das ondas ao longo de cordas e no ar, a aferição da frequência dos instrumentos ou a noção de timbre.Os estudantes levaram flauta, violão, violino e guitarra para a sala de aula. Os integrantesdo coral do colégio também foram solicitados.

Os resultados foram apresentados em um artigo publicado na revista Física na Escola. O texto, escrito por Wilson e outros dois físicos da UFRGS – Terrimar Pasqualleto e Sayonara da Costa –, diz:

Estudar a física presente no funcionamento de um instrumento específico é um assunto tão vasto quanto a diversidade de instrumentos. Cada instrumento se apresenta como uma fonte de abordagens físicas diferindo desde a maneira como se gera o som até o processo para emitir as diferentes notas musicais.

O começo

Antes da prática musical, no entanto, os alunos precisavam saber o que estava por vir. Como manter o espírito lúdico quando se apresentam conceitos mais teóricos?

Com um brinquedo comum da infância de muitos: a mola maluca. Um casual dispositivo que representa – até mesmo na forma – uma onda. Com ela, Wilson conseguiu tornar familiares a seus alunos noções como comprimento de onda, velocidade de propagação e período.


"E o mais interessante é que foi possível dar essas aulas sem abrir mão de ensinar teorias e conceitos, inclusive matemáticos, cobrados no currículo escolar"."No fim da experiência, fizemos um questionário e vimos que 88% dos alunos viram de forma muito positiva a metodologia. Na verdade, eles se sentiram valorizados por termos ensinado por meio de um conhecimento prévio deles", afirma Wilson.

Dito isso, resta perguntar a você, professor: quantos alunos seus tocam algum instrumento?