Especial Fábrica de Natal
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quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Anabolizantes


Os anabolizantes, ou esteróides androgênicos anabólicos, são hormônios sintéticos que estimulam o desenvolvimento de vários tecidos do corpo a partir do crescimento da célula e sua posterior divisão. Apesar de serem utilizados no tratamento de algumas doenças, os anabolizantes são utilizados em grande quantidade por pessoas que desejam aumentar o volume dos músculos e a força física.

De forma perigosa e exagerada, algumas pessoas utilizam os anabolizantes em grande quantidade e ainda em associação a outros hormônios para obter o resultado desejado mais rápido, o que pode provocar inúmeros efeitos colaterais indesejados. Dentre eles podemos citar: acne, impotência sexual, calvície, hipertensão arterial, esterilidade, insônia, dor de cabeça, aumento do colesterol maléfico à saúde, problemas cardíacos, crescimento de pêlos, engrossamento da voz, distúrbios testiculares e menstruais, entre outros. Existem alguns efeitos provocados por tal droga que não são revertidos, pois as chances de reversão dependem do comprometimento de cada organismo.

Os anabolizantes podem ser encontrados a partir do estrógeno (hormônio feminino produzido pelos ovários), andrógeno (hormônio masculino produzido pelos testículos) e cortisona (hormônio de ambos os sexos). São encontrados em forma de cremes, supositórios, cápsulas e injetáveis. São bastante utilizados por atletas que buscam a força física e a melhor resistência do organismo, mas tais substâncias são proibidas em desportos. Quando um atleta é submetido ao exame de antidoping e tal substância é detectada, o mesmo é desclassificado.


sexta-feira, 27 de novembro de 2009

*Cálculo da meta brasileira de corte de gases-estufa ainda não é público*


Experimente perguntar aos ministérios de Ciência

e Tecnologia, Meio Ambiente e Relações Exteriores, sem esquecer a Casa Civil, se é possível dar uma olhada nos cálculos usados pelo governo para adotar o compromisso voluntário de reduzir suas emissões de gases-estufa em 36,1% a 38,9% até 2020. A resposta, recebida pela reportagem do G1 de terça-feira da semana passada até ontem, é: ninguém soube indicar um documento de acesso público com as contas justificando as reduções.

Os cortes são aplicáveis ao que “o Brasil emitiria se nada fosse feito” nos próximos 11 anos (mais uma vez na estimativa do governo, isso dá 2,7 bilhões de toneladas de gás carbônico). Se o objetivo brasileiro for alcançado, chegará ao fim do período emitindo 1,65 bilhão de toneladas de gases-estufa.

Também consultado sobre a existência de algum registro do raciocínio adotado para chegar às porcentagens brasileiras, o físico Luiz Pinguelli Rosa, secretário-executivo do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas, recomendou que se procurasse o governo. Organizações ambientalistas confirmaram que os critérios permanecem misteriosos (uma delas usou o termo “caixa-preta”).

Assim, se você é um estudante e precisa entregar um detalhado trabalho de fim de ano sobre o tema, ou é um ambientalista, um parlamentar, um cidadão preocupado com a crise climática ou até mesmo funcionário do governo federal e quer saber como foram derivados objetivos tão precisos (afinal, os números têm até casa decimal), isso por enquanto é impossível. Ninguém no governo tem ou reconhece que tem em mãos tal estudo.

“É claro que existem contas por trás, há uma racionalidade”, explicou ao G1 na quinta-feira passada a diretora do departamento de mudanças climáticas do Ministério do Meio Ambiente, Branca Bastos Americano. “Mas não tem um lugar com isso publicado, não.”

Ontem uma boa oportunidade para revelar a equação foi desperdiçada. O ministro da Ciência e Tecnologia, Sérgio Rezende, apresentou à Comissão do Meio Ambiente do Senado o tão esperado inventário atualizado de emissões do Brasil (uma versão preliminar).

Ele indica que a emissão de gases-estufa no Brasil cresceu 62% entre 1990 e 2005 e chegou a 2,2 bilhões de toneladas quatro anos atrás. Como atualiza as emissões vigentes em 1990 (1,36 bilhão de toneladas), é possível calcular que, se o Brasil de fato alcançar a meta voluntária, chegando a 1,65 bilhão de toneladas de gases-estufa em 2020, terá aumentado em 21,3% suas emissões em relação a 1990.


“(O intervalo de redução) foi projetado por alguém, segundo um determinado modelo”, diz André Ferretti, coordenador do Observatório do Clima. “Ninguém vai deixar de parabenizar por ter compromisso de redução, e por constar em projeto de lei, mas também é preciso apontar que não há documento que justifique aqueles números.”

O compromisso voluntário brasileiro será apresentado na Conferência do Clima das Nações Unidas sobre Mudança Climática, entre 7 e 18 de dezembro em Copenhague, capital da Dinamarca.